Tendências de Mercado para 2020

Tendências de Mercado para 2020

Captar as tendências de mercado significa estar um passo à frente da concorrência. Se você mantém o radar apurado para as grandes movimentações da economia e da sociedade, tem menos riscos de ser surpreendido e ganha vantagem competitiva por se planejar com antecedência.

Estas são algumas das principais questões abordadas em reuniões de negócios:

  • Para onde vai o marketing nesse cenário de automatizações?
  • Quais são as principais tendências de mercado para 2020?
  • Como se adaptar rapidamente para acompanhar os hábitos dos consumidores?
  • Quais tecnologias devem entrar de vez nas nossas vidas nos próximos anos?

Se você quer conhecer as principais tendências de mercado para 2020 (e além), siga a leitura.

Quando falamos de tendência no mercado, ela se refere à transformação de setores que têm impacto direto no mundo dos negócios.

Os condutores dessas mudanças são inúmeros: tecnologia, processos, ideias, conceitos, modelos de negócios, ideologias, produtos, comportamentos, hábitos e costumes, etc.

Isso mostra o quanto o mercado é fluido e está em constante movimento.

Na prática, portanto, podemos dizer até que as tendências de mercado são, na verdade, direções do mercado. Mostram não um ponto fixo no futuro, mas um direcionamento provável das ondas do consumo.

Ou seja, para onde o consumo está indo? O que é preciso para dar um salto e prever o que será das companhias amanhã?


– A importância das experiências

As conexões humanas são valorizadas à medida em que as pessoas se sentem mais sozinhas. Por isso, consumidores estão em busca de conexões que ajudem a se sentirem mais completos. Além disso, uma vez que os varejistas investem em tecnologia de inteligência artificial e experiências digitais, a importância da conexão humana será um diferencial fundamental paras as marcas.

“O consumo passa a ser consequência da experiência. Invista em experiência e use a tecnologia como ponte. Não se trata mais de personalização, como recomendar coisas que o consumidor gosta, mas de uma relação pessoal.”

Não é mais sobre ter, é sobre viver. Os consumidores estão mais abertos a experimentarem e as marcas precisam entender a dinâmica deste novo mercado.

As pessoas estão deixando de gastar em coisas para investir em experiências. E isso tem sido notado. O processo de descoberta de produtos também parece ter mudado para sempre: os consumidores de hoje deixam de “ir às compras”, mas ao mesmo tempo, nunca deixam de fazer compras, já que estão sempre conectados a aplicativos móveis e ao Instagram.

Procure enxergar além do seu produto principal ao tentar ver quais tipos de serviços poderiam motivar as pessoas a querer pagar para ter acesso. A experiência será produtificada e provavelmente será uma fonte de dinheiro. Os modelos de negócios serão revisitados.

Sendo assim, é preciso criar estratégias que motivem o consumidor a pagar por experiências ligadas à sua marca. Pense como reunir pessoas com perspectivas parecidas e melhorar a vida delas. Invista nas pessoas, no aspecto humano. “Enquanto outras pessoas investem em drones apenas, nós investimos em nossos funcionários”, comentou Paula Nicholds, diretora da rede de varejo John Lewis & Partners, loja que aumentou suas vendas em 30% ao oferecer um serviço de styling. Invista em tecnologias que aprofundem as relações. Desenvolva estratégias que reúnam o humano e o tecnológico para criar uma experiência inesquecível e, por fim, vá além do que o cliente diz que está procurando. Crie estratégias que explorem como ele quer se sentir.


– A economia da confiança

As pessoas nunca foram tão desconfiadas. Todas as instituições estão em descrédito: governos, imprensa, marcas e empresas. Por isso, a confiança virou moeda de troca. Empresas que inspiram confiança, geram conversão, pois hoje a confiança é rara. Nos EUA, a última pesquisa Edelman Trust Barometer apontou que a confiança da população norte-americana caiu nove pontos. Esse colapso é estimulado pelo baixo nível de confiança no governo, que caiu 14 pontos.

Represente o consumidor. Se posicione e tenha uma voz, apoie causas. Procure entender os temores dos clientes. Crie estratégias que diminuam esse problema por meio da transparência. Assuma um papel de liderança nas questões que são importantes ao seu consumidor. Atue como membro da comunidade, assim como a Coca-Cola e Unilever fizeram durante a crise de água na Cidade do Cabo, na África do Sul. Ambas reduziram a quantidade de água usada em seus produtos. Embora não sejam atitudes filantrópicas, as marcas se posicionaram ao lado dos clientes.


– Preocupações climáticas

O mundo precisa de ajuda e seus moradores estão em busca de soluções e ações para torná-lo melhor. O número de desastres naturais provocados por eventos climáticos extremos – inundações, secas e incêndios – mais do que dobrou desde 1980. No mesmo período, o número de tempestades dobrou, enquanto inundações, avalanches e deslizamentos quadruplicaram desde 1980 e dobraram desde 2004. A ansiedade em relação ao clima já é uma realidade, assim como o desejo de limitar ou reverter os danos causados ao ecossistema do planeta.

Essa nova reação emocional do consumidor vai exigir que os varejistas criem novas estratégias. A discussão pública em torno dos materiais plásticos que são usados uma única vez, e a demanda do público consumidor por soluções como garrafas de água, copos de café e canudos reutilizáveis é apenas uma entre as muitas mudanças comportamentais que exigirão novas estratégias das empresas.

Além disso, já começou a corrida para que a economia circular funcione na indústria da moda. Muitas lojas do setor fast-fashion, como Zara e H&M, têm estimulado os clientes a devolverem roupas danificadas ou que não usam mais, já antes mesmo que a reciclagem de fibras se torne uma realidade comercial.

Crie novas estratégias para não ficar fora da indústria de revendas. Abrace a economia circular. Entenda a cadeia completa dos seus produtos e saiba o que fazer com os resíduos. Aprimore a qualidade dos produtos para que durem mais e crie estratégias para provocar mudanças em torno do uso do plástico.


– Mercado saudável

As pessoas buscam por qualidade de vida cada vez mais intensamente. Graças a isso, o mercado saudável ganhou muito espaço nos últimos anos e promete continuar em franca ascensão.

De acordo com uma pesquisa da Euromonitor International, em 2017, o setor de produtos saudáveis movimentou R$ 92,5 bilhões no Brasil, e a expectativa é que apresente um crescimento de 3% ao ano até 2022.

Outro estudo, denominado Tendências em Alimentos e Bebidas (2017), revela que quatro a cada cinco brasileiros pagariam mais para consumir algo com maior valor nutricional.

Essa tendência também é notada nos hábitos. O relatório da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico aponta um aumento de 24,1% no número de pessoas que praticaram atividades físicas no país entre 2006 e 2017.

Com esse forte movimento, vale a pena começar a pensar em alternativas que incentivem esse novo estilo de vida dentro do seu negócio.


– Produtos artesanais

Os itens criados massivamente não suprem mais a necessidade das pessoas de ter algo personalizado e exclusivo.

Não entenda mal – a indústria continua como um dos pilares do mercado nacional e internacional. Mas a exclusividade e qualidade do material artesanal vem muito forte para os próximos anos.

Cervejas, queijos, sabonetes, perfumes, roupas, artigos decorativos e móveis são alguns exemplos desse mercado cada vez mais presente na vida do consumidor


Economia colaborativa

A base dessa ideia é não desperdiçar. Em vez disso, os gastos são mais inteligentes e economizam recursos como dinheiro, tempo e espaço.

Essas soluções movimentarão 335 bilhões de dólares em 2025, de acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria PwC (2016).

Mas a mudança precisa começar agora. Segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 87% dos entrevistados acreditam que o consumo colaborativo vem ganhando espaço na vida das pessoas, e 89% dos consumidores que já usaram algum modelo de economia colaborativa ficaram felizes com os resultados.

Acredite: o futuro reside na coletividade. Hoje já existem diversos modelos de negócios que estão crescendo exponencialmente e que você pode se inspirar, como Uber, Airbnb, Bliive (troca de serviços, utiliza tempo como moeda de troca), Enjoei (plataforma de vendas de roupas usadas, qualquer um pode criar a própria “loja”), KickStarter (financiamento coletivo), entre vários outros. É hora de pensar em inovações de compartilhamento. 


– A melhor idade

Foi-se o tempo em que as pessoas acima de 60 anos ficavam em casa assistindo TV ou tricotando. Com os avanços no ramo da saúde e tecnologia, a tendência é que essas pessoas tenham vidas cada vez mais ativas.

A expectativa de vida do povo brasileiro aumentou bastante nas últimas décadas. De 1968 para cá, foi de 58 para 76 anos, o que é um grande avanço.

As pessoas estão vivendo mais e melhor. E as marcas precisam estar atentas a essa demanda crescente. Os países desenvolvidos – dos EUA ao Japão – reconhecem que é difícil lidar com o envelhecimento da população e com as grandes mudanças que acontecem na distribuição de renda. Porém, nestes países, os consumidores mais velhos, apesar de se sentirem ignorados ou negligenciados, têm um poder de compra muito maior do que o dos consumidores jovens.

Não podemos ignorar essas pessoas. O Japão, por exemplo, já entendeu a importância e hoje é líder em estratégias voltadas a engajar consumidores idosos.

Desenvolva estratégias para a inclusão no mundo digital e mobile com tecnologias que se adequem ao público mais velho. Redefina os modelos de varejo, assim como fez a AEON, que passou a abrir o shopping mais cedo promovendo serviços e atividades aos idosos. 


– Mundo virtual

A nova sociedade já é norteada pelos smartphones e as pessoas querem consumir via dispositivos móveis. Sem interação e sem processos. Uma pesquisa realizada pela agência YouGov, mostrou que 44% dos entrevistados entre 18 e 24 anos se sentem mais confortáveis ao conversar com novas pessoas por meio de redes sociais, do que ao vivo.

Neste âmbito, é possível perceber que a tomada de decisão pelos usuários é feita antes da visita física. Por isso, é tão relevante colocar o consumidor no controle da compra, desde que haja auxílio humano, caso necessário.

Aumentar o uso do celular dentro da loja; criar interações mais naturais pelos dispositivos móveis; produzir conteúdo regular e de qualidade nas redes sociais; ter SAC 2.0, onde o cliente tem total apoio e suporte de forma rápida, eficaz e de qualidade; pós venda; redefinir o papel do funcionário da loja física e desenvolver mecanismos que aumentem o nível de confiança são fatores que podem revolucionar um negócio se postos em prática.


– IoT – A Internet das Coisas

Basicamente, a “Internet of things” é a utilização da internet em tudo aquilo que nos rodeia.

Se você parar para pensar, celulares, televisões, relógios, livros e automóveis não possuíam conexões remotas há pouco tempo. A tendência é que a web esteja presente em cada detalhe no cotidiano do cidadão. Se a sua geladeira ainda não está conectada à internet, é apenas uma questão de tempo.

Conforme projeção do Statista, o número de dispositivos conectados no mundo vai saltar de 15,41 bilhões em 2015 para 75,44 bilhões em 2025. Trata-se de um aumento de cinco vezes na quantidade de aparelhos com internet em um período de apenas 10 anos.


– Microfranquias

As microfranquias se apresentam como uma solução viável em meio à crise financeira no país.

Esse é um modelo de negócio que tem seus riscos, como qualquer outro. Mas certamente são menores do que quando começamos um negócio do zero.

As franquias apresentam modelos escaláveis já preparados para o franqueado. Em suas versões micro, o investimento é ainda menor, o que reduz significativamente as chances de o investidor perder dinheiro.

Como as grandes marcas apresentam valores muitas vezes inviáveis, vale a pena apostar nesse sistema.

A taxa de mortalidade no primeiro ano é de apenas 3%, enquanto alcança incríveis 23% em pequenos negócios. É o que diz um relatório da Rizzo Franchise.


– Marketing Interativo

No atual sistema, muito se fala em performance. Ou seja, analisam-se métricas de negócios, a eficiência de estratégias de marketing e o desempenho das ferramentas envolvidas nos processos. E isso é ótimo. Mas, muitas vezes, nos esquecemos do bem mais valioso para uma empresa: os consumidores.

O conceito de marketing interativo se refere a isso. O recolhimento de dados sobre comportamento, preferências e tendências de consumo é algo que vem se firmando como essencial nas organizações modernas.

Dessa forma, um tratamento melhor a cada um dos consumidores se traduz em uma satisfação mais elevada e, por fim, na lealdade do cliente.


– Assinaturas

Segundo uma pesquisa realizada pela Opinion Box (2018), 33% dos internautas assinam algum tipo de serviço.

E a tendência é que esse número cresça exponencialmente daqui para frente.

O modelo de negócios de assinaturas é muito interessante para a empresa, que tem garantido o fluxo de caixa e pode realizar investimentos e solicitar crédito de maneira privilegiada.

O mais interessante é que todos os dias surgem novas ideias para o formato. Livros, vinhos, bonecos, bichinhos de pelúcia, aeromodelos, artigos retrô, quadros… enfim, não há limites para a criatividade. O modelo também funciona para infoprodutos e serviços digitais, como Netflix, Spotify e Crunchyroll.

Como identificar as tendências de mercado?

Identificar tendências de mercado é, não apenas uma maneira de se preparar para o futuro, mas também de compreender o presente.

Quando a gente entende que o mercado está sempre se movendo, tudo fica mais fácil. Basta analisar para que lado ele está indo.

E é preciso acrescentar: se você souber a direção do mercado, não precisa nem acertar o caminho exato para lucrar bastante.

O que você precisa é encontrar a sua trilha, apontar a bússola para onde o consumo está indo e trabalhar bastante para chegar lá antes da concorrência.

Então, em quais tendências de mercado você mais aposta?

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